sábado, 26 de setembro de 2009

Basquete de Rua em MG.












O desenvolvimento dos projetos sociais realizados pela CUFA visando o fortalecimento da cidadania dentro das comunidades da periferia de Belo Horizonte e Região Metropolitana, através da cultura Hip Hop, indicou claramente que o basquete de rua é uma importante alternativa para difundir a cultura periférica e transformar a realidade de inúmeras jovens que são atingidos por essa cultura.O basquete de rua é um dos elementos a serem trabalhados para oferecer oportunidade de escolha àqueles que, normalmente, não têm muitas opções. A modalidade entrou no quadro da CUFA através da manifestação espontânea de jovens ligados ao movimento Hip Hop que, embalados pela batida do rap, improvisaram nas ruas da comunidade das QUADRAS uma cesta com uma lata de lixo, começando ali uma divertida e emocionante competição de basquete urbano.
Assim nasceu a necessidade de criar projetos voltados ao Basquete de Rua com a idéia de criar a inserção social e cultural de jovens, especialmente o residente nas periferias das cidades que praticam a modalidade esportiva em momentos de lazer, em ruas e praças de suas comunidades.Em BH foi criada a Caravana Basquete de Rua/ Hip-Hop - CUFA BH que visa levar para escolas, comunidades, cidades e outros espaços aproximadamente 15 pessoas que possam fazer a demonstração dos jogos de Basquete de Rua em uma ação integrada a cultura Hip-hop incentivando e apresentando aos jovens em geral uma nova modalidade esportiva e cultural a ser inserida no local de atuação, os seguintes atores esportivos e culturais para apresentação são : 06 Jogadores de Basquete de Rua, 02 Graffiteiros, 05 Dançarinos de Rua , 01 MC e 01 DJ e mais 02 produtores e coordenadores (Todos da CUFA BH).

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A Central Única das Favelas é uma organização nacional que surgiu através de reuniões de jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – geralmente negros – que buscavam espaço na cidade para expressar suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver. Estes jovens, em sua maioria, pertenciam ao movimento hip hop ou por ele eram orientados. A partir das reuniões, descobriram que juntos poderiam sonhar mais e se organizaram em torno de um ideal: transformar as favelas, seus talentos e potenciais diante de uma sociedade onde os preconceitos de cor, de classe social e de origem ainda não foram superados. Assim, fundaram a CUFA, cuja manifestação cultural é o hip hop, mas que busca ampliar e atingir outras formas de expressões, conscientizando e elevando a auto-estima das camadas não privilegiadas, por meio de uma linguagem própria.Desde 1998, a CUFA funciona como um pólo de produção cultural e através de parcerias, apoios e patrocínios forma e informa jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania – contribuindo para o desenvolvimento humano – e trabalha inicialmente com oito elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); RAP (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades). Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.